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6 de Dezembro, 2021

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Amor & Gelato: Os bastidores turísticos que inspiraram os livros da série

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Jenna Evans Welch fala a VEJA sobre as viagens que fez para construir os cenários de seus romances açucarados — que são sucesso nas livrarias...

Cenários pitorescos da Itália, Irlanda e Grécia se transformaram no palco para as histórias açucaradas escritas por Jenna Evans Welch ao longo da trilogia Amor & Livros. Aos 35 anos, a autora americana caiu nas graças dos leitores adolescentes com um empurrãozinho do TikTok. Uma rápida pesquisa na famigerada rede mostra vídeos engraçadinhos com mais de meio milhão de visualizações sobre o primeiro livro da série, Amor & Gelato, lançado no Brasil em 2017. O sucesso na rede fez com que a obra, que antecede os títulos Amor & Sorte e Amor & Azeitonas, retornasse aos rankings de best-seller do mundo, entre elas a lista de mais vendidos de VEJA, na esteira do terceiro livro, que chegou este ano ao Brasil pela editora Intrínseca. 

Na trama inicial, a protagonista, Lina, vai até a Itália conhecer o pai após um pedido feito pela mãe, no leito de morte. A riqueza de detalhes para representar este e outros países vem de suas próprias experiências em cada região, que fez questão de conhecer antes de escrever os livros. “Não consigo escrever sobre um lugar a não ser que eu tenha estado lá”, conta Jenna em entrevista a VEJA. A Itália, para começar, vem de uma viagem feita pela autora ainda no ensino médio a Florença. Já em Amor & Sorte, que acompanha a melhor amiga de Lina, Addie, as estradas irlandesas se tornam cenário principal. Para conhecer a Irlanda, Jenna, que acabara de ter um bebê na época, convidou uma amiga para um road trip de 72 horas pelo país. 

Para o terceiro volume da trilogia, Amor & Azeitonas, a autora carimbou o passaporte na Grécia, rumo à Ilha de Santorini. Lá, ela decidiu fazer tudo o que achou que um adolescente faria, como pular de penhascos e assistir ao pôr do sol. Conhecer a fundo o local também fez com que Jenna incorporasse outro elemento na história: o mito de Atlântida. “Santorini é um dos principais lugares que as pessoas acreditam ter inspirado Atlântida. Achei que era um bom símbolo de esperança, de que a humanidade vai continuar tentando mesmo quando tudo parece impossível”, conta. Na história, Liv, uma garota greco-americana vai visitar seu pai na Grécia e começa a ajudá-lo nas buscas da cidade perdida para um documentário —  no meio do caminho, claro, ela se apaixona pelo assistente do filme. 

Os cartões postais da Europa dão sabor às tramas, porém, servem nada mais do que de embalagem para o tema favorito da escritora: o amor. “Sempre tive muito interesse na forma como as pessoas se conectam umas com as outras. Em todos os meus livros existem relacionamentos românticos, mas também existem outros tipos de relacionamentos como entre pais, irmãos, amigos”, explica a autora, que diz ter como referências do pop O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, até clássicos como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.

O plano de ser autora romântica surgiu cedo. “Eu tinha só 11 anos quando contei para minha mãe que eu iria escrever histórias sobre adolescentes. Os livros que eu queria não estavam lá, por isso comecei”, diz. Apesar de alguns assuntos serem universais aos jovens de todas as gerações, mudanças são sempre esperadas. Hoje em dia, Jenna enxerga os adolescentes como pessoas que se sentem mais confortáveis a respeito de quem são. Para captar melhor as experiências da Geração Z, a autora se mantém conectada com os fãs, principalmente pelo Instagram, e não deixa de dar uma estudada nos jovens de sua família, como os irmãos e os sobrinhos para compor os personagens dos livros. Pode ser clichê, mas o amor adolescente nunca sai de moda. 

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