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6 de Dezembro, 2021

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Um ano após sua morte, Maradona é tema de série e podcast investigativo

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Produção do Spotify vai analisar os últimos dias antes da morte do astro argentino, reforçando um amplo catálogo de títulos que se debruçam sobre o...

No dia 25 de novembro de 2020, a Argentina parou para chorar a morte de Diego Maradona, seu grande ídolo esportivo. Considerado um dos melhores jogadores do mundo e visto como uma divindade na terra natal, Maradona seguiu despertando fascínio depois da morte, e teve a vida vertida em série pelo Amazon Prime Video, em Maradona: Conquista de Um Sonho. Agora, às vésperas do aniversário de um ano de sua morte, o Spotify anunciou um podcast investigativo, a ser lançado no dia 23 de novembro, que se debruça sobre os últimos dias da vida do astro e as milhares de páginas do processo de negligência que recai sobre sua equipe médica, buscando revelar o que realmente aconteceu nos momentos que antecederam sua parada cardiorrespiratória fatal.

Batizado de Os Últimos Dias de Maradona, o podcast argentino será lançada em seis países simultaneamente, com adaptações na língua local. Em português, a produção será narrada pelo veterano do jornalismo esportivo Juca Kfouri. Moldado ao estilo true crime, a série em seis episódios vai costurar áudios do processo a entrevistas exclusivas com fontes próximas para reconstruir os meses finais do jogador. Kfouri também compartilha alguns momentos marcantes que compartilhou com o ídolo argentino, como a primeira vez em que ouviu falar de Maradona nas vésperas da Copa de 78 e quando o conheceu pessoalmente, na Copa de 1990.

Antes da morte, Maradona já havia sido fonte de documentários diversos, que desdobram seus feitos e polêmicas nos mais diversos ângulos. A Netflix, por exemplo, escolheu contar um lado pouco conhecido do jogador em Maradona no México. Lançado poucos dias antes de sua morte, o documentário acompanha a passagem relâmpago de Maradona como treinador do Dorados de Sinaloa, time mexicano que saiu da lanterna para a disputa de finais de importantes campeonatos locais em 2018, sob o comando do argentino. Na HBO, o doc Diego Maradona divide a vida do jogador entre o “Deus” dos argentinos e o “vilão” autodestrutivo, dois opostos complementares equilibradas com maestria pelo diretor Asif Kapadia, também responsável por retratar a vida de Ayrton Senna e Amy Winehouse em sua autodenominada trilogia de gênios prodígios. Antes mesmo do streaming, o jogador já havia sido levado para as telas de cinema por produções como Maradona, a Mão de Deus (2007), primeira dramatização de sua vida, da infância pobre ao estrelato, e Maradona by Kusturica (2008), que contou com um acesso até então inédito ao atleta.

Gigante dentro de campo e proporcionalmente polêmico fora das quatro linhas, Maradona teve uma vida regada por triunfos esportivos e derrocadas pessoais. Nas telas, nos áudios, e em toda a sua vida, o jogador se desdobra em uma série de personas, todas elas com um apelo cinematográfico quase magnético — o garoto humilde nascido na periferia argentina, o gênio da bola e ídolo de uma nação, o marido infiel e amante apaixonado, o Deus cultuado em altares, o defensor dos pobres e, mais recentemente, o idoso negligenciado por seus cuidadores. É Maradona que não acaba mais.

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